La transición teórica de la biopolítica a la necropolítica y sus implicaciones en el conflicto contemporáneo entre Israel y Palestina
DOI:
https://doi.org/10.14244/agenda.2025.1.6Palabras clave:
Biopolítica, Necropolítica, Israel, Palestina, Vida desnudaResumen
Los conflictos que han persistido durante décadas entre palestinos e israelíes experimentaron una escalada de violencia durante el año 2023, revelando la ineficacia de las instituciones internacionales responsables de mantener la paz para encontrar soluciones duraderas. Este escenario propicia la manifestación de la biopolítica, donde el control político sobre la vida reduce a la población civil de Gaza a una vida desnuda, despojándolos de cualquier protección de los derechos humanos. En este sentido, el presente trabajo tiene como objetivo central analizar la evolución conceptual de la biopolítica hacia la necropolítica y examinar sus implicaciones no solo puntuales, sino endémicas, en el conflicto contemporáneo entre Israel y Palestina. Para llevar a cabo esta misión, se propone un estudio de revisión bibliográfica con un enfoque dialéctico, que busca validar elementos teóricos (theory testing) a través del estudio de caso, aprovechando los aportes de Michel Foucault, Giorgio Agamben y Achille Mbembe para analizar el conflicto actual y su correlación con los fenómenos conceptualizados por los autores. El trabajo concluyó que existe una clara producción de necropolítica, tal como la concibe Mbembe, en la región, patrocinada por el Estado-nación de Israel, que actúa directamente sobre la población civil palestina. Esto implica la destrucción sistemática de un pueblo respaldada por la supuesta protección del Estado soberano, revelando cómo el poder se ejerce no solo para gestionar la vida, sino para organizar su muerte.
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