Juventud, redes sociales y voto de protesta
un análisis exploratorio de las tendencias electorales en las elecciones de 2024 en Mozambique
DOI:
https://doi.org/10.14244/agenda.2025.1.1Palabras clave:
Mozambique, Elecciones, juventudes evangélicas, Redes Sociales, Voto de ProtestaResumen
Este artículo analiza el voto de protesta entre jóvenes mozambiqueños en las elecciones generales de 2024, con especial atención al papel de las redes sociales como mediadoras del compromiso político. La investigación parte de la hipótesis de que la frustración acumulada con los partidos históricos —FRELIMO y RENAMO— intensificó un comportamiento electoral de negación, canalizado hacia candidatos “outsiders” y amplificado digitalmente. Metodológicamente, se adopta una estrategia mixta: una revisión bibliográfica focalizada y una encuesta en línea no probabilística realizada entre el 15 de julio y el 30 de agosto de 2024, con 526 participantes. El cuestionario estructurado incluyó nueve preguntas cerradas y dos abiertas, analizadas mediante estadística descriptiva y análisis temático. Los resultados, no generalizables, muestran un fuerte rechazo a los partidos tradicionales (56,9% no votarían por FRELIMO; 25,1% rechazan a RENAMO), una elevada preferencia por Venâncio Mondlane (85,3%) y la centralidad de las redes sociales como fuente de información política (57,7%). Se concluye que, entre los jóvenes urbanos y conectados, las elecciones de 2024 revelan la consolidación de un electorado digital que utiliza el voto como instrumento de protesta y reconfigura las formas de participación política en el país.
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