Territorialidades virtuais negras
as diversas formas de (r)existência no ciberespaço
DOI:
https://doi.org/10.14244/agenda.2024.3.1Palavras-chave:
Ciberespaço, Instagram, Negro, Negritude, TerritorialidadesResumo
Historicamente, o racismo contra pessoas não-brancas é parte estruturante da sociedade brasileira. A população negra é a que mais sofre com este estigma, por conta do passado escravista e sua não inserção social pós-abolição. Excluídos de diversos âmbitos sociais e políticos, incluindo as mídias, a população negra, atualmente, ainda sofre consequências desse período. Porém, segue resistindo e ressignificando espaços, sendo o meio digital, um desses lugares de resistência e ressignificação. A partir desta perspectiva, este artigo investiga a apropriação emergente do movimento de negritude no interior do ciberespaço, analisando dois perfis no Instagram, respectivamente @africanizeoficial e @sitemundonegro. Por meio da literatura especializada e da netnografia enquanto metodologia, constatou-se que, ao se apropriar do espaço virtual, a comunidade negra expressa suas territorialidades virtuais/negras, linha de frente no combate ao racismo no ciberespaço.
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