Sigilo e Transparência na política externa brasileira

o Itamaraty frente a Lei de Acesso à Informação

Autores

  • José Antonio Fogolari Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI:

https://doi.org/10.14244/agenda.2025.2.10

Palavras-chave:

Política Externa Brasileira, Lei de Acesso à Informação, Transparência , Ministério das Relações Exteriores

Resumo

O artigo investiga o desempenho do Ministério das Relações Exteriores diante da Lei de Acesso à Informação, por meio da análise de pedidos realizados entre 2012 e 2024. Busca-se identificar, na atuação do órgão, padrões de resposta associados às práticas de democratização da política externa brasileira. Parte-se da hipótese de que, embora o ministério figure entre os mais demandados do Executivo, persiste resistência à plena transparência, especialmente em temas sensíveis da diplomacia. A pesquisa adota abordagem mista, combinando análise quantitativa e qualitativa a partir de dados oficiais disponíveis em plataformas governamentais. Os resultados revelam padrões institucionais, recorrência de negativas, argumentos genéricos de sigilo e limites concretos à implementação da lei nesse campo. Argumenta-se que a transparência não inviabiliza a ação diplomática, mas a fortalece ao incorporar legitimidade democrática às decisões e práticas da política externa.

Biografia do Autor

José Antonio Fogolari, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutorando e mestre em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Graduando em Administração Pública pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC - ESAG). Pesquisador colaborador no Grupo de pesquisa Politeia (UDESC – ESAG).

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

FOGOLARI, José Antonio. Sigilo e Transparência na política externa brasileira: o Itamaraty frente a Lei de Acesso à Informação. Revista Agenda Política, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 233–253, 2026. DOI: 10.14244/agenda.2025.2.10. Disponível em: https://www.agendapolitica.ufscar.br/index.php/agendapolitica/article/view/1241. Acesso em: 18 ago. 2026.

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