A política externa do governo Jair Bolsonaro para os direitos LGBTI na gestão Ernesto Araújo
DOI:
https://doi.org/10.14244/agenda.2025.2.7Palavras-chave:
Política Externa Brasileira, Governo Jair Bolsonaro, Agenda LGBTI, Conselho de Direitos Humanos, MultilateralismoResumo
Este artigo faz uso da abordagem teórica da análise de política externa para examinar as ações da diplomacia brasileira no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) em relação à agenda de direitos LGBTI durante os dois primeiros anos do governo Jair Bolsonaro sob a gestão do chanceler Ernesto Araújo. Utilizando a metodologia de análise de conteúdo, a pesquisa investiga como o governo brasileiro assumiu papel de liderança na promoção de narrativas ultraconservadoras em organismos multilaterais, impactando significativamente os direitos LGBTI. O estudo destaca a mudança na postura diplomática do Brasil de uma postura vacilante em prol dos direitos LGBTI para uma abordagem mais ideologicamente orientada, influenciada por valores ultraconservadores, e avalia as implicações para os compromissos internacionais de direitos humanos do Brasil. Também destaca as principais vozes do governo para a agenda, como o chanceler Ernesto Araújo e a ministra Damares Alves, indicando as principais linhas de argumentação adotadas pelo governo nessa agenda.
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